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Quando intenso e sombrio, obviamente no cair das tardes, nos leva à interiorização, forçando-nos ao contato com o que há de mais profundo em nosso ser, já que torna nossos movimentos mais lentos e nos impõe tendências à permanência de pensamentos recheados de recordações. São, por assim dizer, momentos que podem nos levar a mudanças de direção ou, então, permitir brotar, despertar, em nossas almas, outros estados de consciência que trazem maturidade, equilíbrio e solidez.
Quando suave e brilhante, com a luz e o calor do sol do amanhecer radiante, geralmente, nos conduz a estados repousantes e de expectativas, já que pode nos induzir a refletir sobre as coisas que ainda estão no porvir e, assim, nos permitir elaborar planos, traçar projetos, que em outras estações podem, naturalmente, vir a se concretizar.
Aproveitemos, pois, com sabedoria e determinação, as forças naturais que emergem nesta peculiar e fria estação que nos induz, também, à arte de saber sobreviver, já que pode, lentamente, promover mudanças significativas em nosso ser e, também, acabar por transformar nossa própria maneira de sentir, de olhar e ver, com os nossos próprios corações!
Quem sabe, ao final da peculiar Estação, encontremos, também, formas, estratégias de melhor contribuir para o florescer de uma nova estação, um novo ciclo de esperanças, de paz e possibilidades do germinar de muitas sementes pois, onde quer que possamos ir ou estar, carregaremos sempre conosco o que realmente somos!
SJC, 21 de junho de 2012, chegada do Inverno.
José Paulo
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Há momentos que definem toda uma existência. Que escrevem a síntese de uma personalidade. Aclaram a que veio um ser humano. Explicam sua história de vida.
Conheci, certa vez, um juiz. Mas bastaria o cargo para definir um ser humano? Não. Diga-se, então, que era daqueles operosos. Mas seria esta qualidade bastante para dizer a que veio? Não. Acrescente-se ter sido magistrado probo. Receberia sua vida, com mais este atributo, um significado final? Não. Faltaria algo: um momento supremo conferindo ao seu espírito uma medida de grandeza.
Por um capricho da vida pude testemunhar este momento. Chegou-lhe a velhice. Alcançou-o a doença, com rara agressividade. Sentindo fortes dores, já não conseguia restar sentado – apenas deitado ou de pé.
Eis como este juiz não perdeu uma única sessão do Tribunal de Justiça que integrava: ficava de pé, ao lado do seu assento vazio. As horas se passavam. Seu semblante, carregado de dor. Mas lá estava aquele juiz, impávido, a participar de todos os julgamentos, envergando sua toga com uma dignidade difícil de descrever. Assim foram seus últimos dias. Suas derradeiras horas.
As décadas se passaram. Mas nunca me fugiu da memória a cena daquele juiz apoiado em uma bengala, ereto, a distribuir justiça com serenidade ímpar. Foi o seu momento supremo – e um dos mais belos que jamais testemunhei.
Vou à janela. Contemplo o meu país tão conflituoso. A minha gente tão dividida. Será que não compreende, como aquele juiz, que as coisas da vida passam, e passam muito depressa?
Lanço um olhar às instituições, tão ricas em títulos e símbolos. E tão distantes do carinho de todo um povo. Uma pena que não percebam, como aquele juiz, que cargos não fazem homens – e sim o inverso.
Vejo o desânimo a grassar. Que diferença podemos fazer, afinal? A nos responder a imagem frágil daquele juiz fazendo obstinadamente a sua parte. Cumprindo com o seu dever – mesmo sabendo estar já de partida.
Percebo, finalmente, a falta de fé. Fé nas pessoas. Na virtude. No ideal. Na pureza. Na grandeza. No Brasil, enfim. Talvez nos falte, em verdade, enquanto maioria silenciosa de pessoas de bem e do bem, a firmeza que aquele juiz tão bem representa.
Desembargador José Mathias de Almeida Netto, não sei por onde andas. Mas sei o que estás a fazer: muita falta neste nosso Brasil.
Imagem sindjud
Fonte: https://diariodopoder.com.br/opiniao/um-juiz
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MÊS DE MAIO, MOMENTO SIGNIFICATIVO PARA A MENTE E O CORAÇÃO
Pelo segundo ano consecutivo, São José dos Campos foi anunciada como uma das três cidades brasileiras mais arborizadas do país, segundo o programa Cidades Árvores do Mundo. A cidade concorreu com outras 119, de 69 países.
São José figura entre as primeiras do mundo a serem reconhecidas por seu compromisso com o manejo florestal urbano. O ranking é organizado anualmente pela Fundação Arbor Day e a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).
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O dia era de eleição e posse na Sociedade Amigos do Lessa, após quase dois anos de absoluto silêncio na Entidade. Mas a denúncia de que, poucos metros acima do local do encontro dos moradores, havia uma escola onde só se pode aprender a consumir variados tipos de drogas, ecoou como uma bomba. 





Após a saída do Deserto da Solidão, no qual o Inimigo viu suas tentações derrotadas diante da Força da Fé, do Vigor dos sentimentos da Esperança e, também, do Poder da Convicção, Ele caminhou suavemente entre os homens espalhando o bem, operando os milagres como frutos das súplicas nascidas da confiança e do merecimento, além de fazer de suas ações os ensinamentos da Verdade, para que houvesse entendimento, e distribuindo o Amor, para que todos pudessem se revestir das puras e sagradas vestes da Sabedoria Imortal e , assim, compreender que tudo é possível diante do Eterno Pai, desde que se profira, com humildade e verdadeira devoção, a sublime aclamação.
Docilmente, não hesitou, também, em celebrar a celeste união, transmutando o néctar para realizar a alquímica transmutação, em atendimento a solicitação da Sublime Mãe.
Matou a fome de multidões, realizando a sagrada matemática da multiplicação. E, também, levantou os coxos, permitiu os mudos novamente se expressarem e os cegos a luz contemplarem, além de restabelecer os laços que outrora se dissolveu pelo sangue da corrupção.
Entre os sábios, ricos, doutores da Lei, reis, sacerdotes e necessitados, perambulou, com firmeza e determinação - ainda que por pouco tempo - oferecendo a todos os segredos do Amor e indicando as possibilidades da verdadeira reconstrução, em três tempos, do Templo Sagrado, que todos acolhem em verdadeira comunhão.
Foi intensamente saudado pela multidão, em cumprimento do antigo vaticínio, embora preferisse a simplicidade da recepção dos irmãos e o silêncio da verdadeira e solitária meditação, no deserto, que faz nascer, sempre, a mais elevadas das orações.
Com determinação, embora ainda sentindo as dores humanas que estremem a carne, dos laços eternos da união com todos os seus irmãos de humanidade, tomou
em suas suaves e firmes mãos o cálice sagrado e, de uma só vez, solveu até a última gota, resignando-se assim com sua divina missão.
Aceitou, também com profunda compreensão, o ato pérfido de um dos seus mais queridos irmãos e jamais levantou uma das suas mãos para apontar culpados, já que vivera na mais plena convicção do cumprimento da sua nobre e sagrada missão e dos efeitos de sua salutar contribuição para a salvação da Humanidade.
Silenciou-se, é vem verdade, diante da pergunta que não mais precisara ser respondida, por que já se tornara um axioma, através de suas próprias ações. Afinal, o silêncio foi só a comprovação de que Ele, além dela, era também o Caminho e a Vida!
Em nenhum momento - embora extremamente flagelado e humilhado diante das multidões - lamentou, reclamou ou buscou culpados entre os filhos das nações. Pelo contrário, aceitou o amargo doce da traição e deixou colocar sobre seus ombros o lenho da remissão e sobre sua cabeça a coroa de aguilhões, que lhe permitiu reinar sobre todas as virtudes e demonstrar o poder do Amor Universal, pois não foi sem razão que seu sangue verteu e desceu sobre o chão, penetrando as entranhas da terra e revelando os mistérios da purificação.
No momento final, preferiu o silêncio que permite a verdadeira comunhão, embora na última expiração ousou, ainda, lançar um doce olhar sobre a multidão e rogar pelo perdão de cada um de nós, seus irmãos amados, efetivando assim a última e Real Aliança para a nossa Salvação.
São José dos Campos, Semana da Paixão, 2021!
José Paulo Ferrari
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